CASAMENTOS E 15 ANOS

A união e a família fazem parte de uma realidade social.

A cerimônia do casamento constitui um acontecimento expressivo, uma passagem espiritual muito forte, além do significado religioso, a festa formaliza o amor e o respeito mútuos entre duas pessoas.

• O noivado: Um dos momentos mais emocionantes da vida de uma mulher é quando ela recebe um anel de noivado, simbolizando um compromisso com o futuro do casal. Na sua forma original, uma lei do final do século VIII fazia da bênção nupcial o passo necessário para a celebração do casamento;

O véu: Costume da antiga Grécia. Pensavam em proteger a noiva de mau olhado de algum admirador ciumento.

• Atirar arroz: Esta prática tem a sua origem, também, num ritual grego. Era um ritual de fertilidade, que consistia em lançar sobre o casal qualquer tipo de coisas doces, pois acreditavam que isto poderia, inclusive, trazer lhes prosperidade.

• Atirar flores no trajeto da noiva: Um costume romano. Acreditavam que a noiva que passasse por sobre as pétalas de flores teria sorte e carinho perene para o seu amado.

• A aliança: O uso é tradição cristã do século XI. Era colocada no terceiro dedo da mão esquerda dos noivos, pois acreditavam que existia uma veia que ia para o coração. “Aliança” significa compromisso, pacto, união. Na Sagrada Escritura, o relacionamento de Deus com os homens aparece repetidamente em termos de aliança do latim foedus, também conhecido como bérith em hebraico e diathéke em grego. Encontramos um conto que, a partir do valor de uma aliança, nos ajuda a entender e repensar melhor sobre o valor de cada um.

• O Buquê Para os antigos gregos e romanos o buquê da noiva era formado por uma mistura de alho, ervas e grãos. Esperava-se que o alho afastasse os maus espíritos, e as ervas e os grãos garantissem uma união frutífera e farta. Na antiga Polônia, acreditava-se que colocando açúcar no buquê da noiva seu temperamento se manteria doce.

• Um sacramento: O amor espiritual, independente do sangue e da carne, começou na terra com o Cristo, vinculando seres humanos com fortes relações de fraternidade, como resultado do Cristianismo. Durante a Idade Média, a Igreja institucionalizou o matrimônio como um ato público, trazendo a celebração para o interior do templo e regulando os contratos. A Igreja inseriu Cristo na família, incluindo, no ritual, o consentimento dado pelos noivos por meio do SIM, bem como a bênção nupcial. O casamento, além de familiar, patrimonial e econômico, passou a ser um sacramento, valorizando também a condição feminina.

• Religião e sociedade: O casamento entre um homem e uma mulher existe desde a Antiguidade; como prática social tornou-se um ato público, refletindo a sociedade que o fundou. Cada religião possui um ritual no tocante à formalidades do casamento, dependendo de práticas que são determinadas pelos líderes. Os costumes do casamento variam de uma cultura para outra, e do comportamento dos noivos, mas, sua importância institucional é de conhecimento universal. Todas as religiões são legalmente válidas, porque Deus é um só, mais existem caminhos diversos para chegar a ele. A festa de casamento envolve as famílias e revigora a convivência, nestes dias conturbados que vivemos.